30th of July

como terminou o debate com o eliel vieira?


Terminou com o Eliel inventando falácia que não existe para tentar encobrir sua própria falácia do espantalho.

Mas eu levei vantagem nestes pontos:
– quando o Eliel diz que a "mente divina" é meramente instrumental e não literal, está contrariando todo o comportamento de evangélicos como ele que se referem a Deus como uma inteligência, uma consciência, ou seja, uma entidade mental com capacidades de entender emoções e linguagem humanas.

– o Eliel, como é de praxe, no fim resolveu apelar para as emoções para apoiar seu mito confortador. Disse que acreditar em Deus é como acreditar no amor da namorada. Eu só fico infeliz de pensar que o Eliel ignora todas as carícias, olhares, atenção e cuidados como evidências empíricas de amor. Onde estão as carícias e olhares de Deus? Apelar para um sentimento para tentar corroborar uma crença vale para qualquer coisa, qualquer pessoa poderia usar os argumentos do Eliel (ou mesmo de teólogos que ele admira como William Lane Craig) para defender Brahma, Alá, Krishna ou Tupã.

– a argumentação dele tentando apoiar pequenas certezas foi inócua. Basta ler um livro introdutório de epistemologia, como "Oposições Filosóficas: A Epistemologia e suas Polêmicas", de Luiz Henrique de Araújo Dutra (Editora da UFSC), para perceber que a argumentação do Eliel sobre ceticismo é desinformada e ingênua. E outra coisa, dissertar sobre possibilidades lógicas de ter "certezas" é bem diferente de firmar uma certeza legítima, muito menos uma certeza sobre mitos da idade do bronze como Deus e mitos da cristandade como a ressurreição.

Não saber que uma posição deve ter cogência intrínseca para se sustentar, em vez de meramente brotar de críticas a outras proposições, é um grave defeito filosófico do Eliel. Sem falar nos apelos subreptícios a autoridades anacrônicas como Leibniz, que depois ele diz que botou lá só para enfeitar!

Meus argumentos expostos em "Opiniões, mentes e peixes" continuam de pé, não vão ser os chiliques do Eliel que vão enfraquecer a obviedade de que as ciências têm algo a dizer sobre a origem da mente e este algo não está de acordo com atribuir mentes a fantasmas amorfos criadores de universos.

Abraço,
Eli Pergunte-me qualquer coisa.